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O Programa de Engenharia de Produção (PEP/Coppe/UFRJ) estará representado no Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP 2026) pela doutoranda Carla Diniz, que ministrará o minicurso “O que os gestores buscam: desenvolvimento de carreira para Engenheiros de Produção na prática”.
A atividade será realizada no dia 22 de outubro de 2026, das 8h30 às 13h, na Sala PRO 3 da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, como parte da programação do ABEPRO Jovem 2026.
O minicurso apresentará as principais áreas de atuação e tendências da Engenharia de Produção, destacando as competências mais valorizadas pelo mercado de trabalho. Também serão abordados temas relacionados às trajetórias profissionais, decisões de carreira e estratégias para ampliar a empregabilidade.
Ao longo da atividade, os participantes terão a oportunidade de refletir sobre seus objetivos profissionais e desenvolver um plano inicial de desenvolvimento de carreira, considerando as demandas e oportunidades do setor.
O ENEGEP 2026, que acontece de 20 a 23 de outubro, reúne estudantes, pesquisadores, professores e profissionais para compartilhar conhecimentos e discutir os desafios e as perspectivas da Engenharia de Produção.
Tema: O que os gestores buscam: desenvolvimento de carreira para Engenheiros de Produção na prática
Ministrante: Carla Diniz – UFRJ/NTS
Data: 22 de outubro de 2026
Horário: 8h30 às 13h
Local: Sala PRO 3 – USP, São Paulo
Vagas: Limitadas
Os interessados devem ficar atentos às orientações de inscrição e garantir sua participação.
Confira mais informações e inscrições AQUI.
Uma tecnologia desenvolvida em parceria entre a Fiocruz Bahia e a Coppe/UFRJ pode ajudar o Ministério da Saúde a antecipar surtos de doenças e preparar a rede pública de atendimento. O sistema Aesop – Sistema de Antecipação de Surtos com Potencial Pandêmico – utiliza inteligência artificial, modelagem matemática e ciência de dados para identificar sinais de aumento de doenças antes que a demanda por atendimento hospitalar cresça.
Desenvolvido desde 2022 pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia, em parceria com a Coppe, o sistema está em fase de implementação pelo Ministério da Saúde e já está em uso pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em análises realizadas, o Aesop identificou, com até três semanas de antecedência, o aumento das internações por doenças respiratórias em aproximadamente 60% dos casos analisados.
A ferramenta integra diferentes fontes de informação, incluindo registros da atenção primária, dados da rede laboratorial e informações sobre vendas de medicamentos em farmácias. Também pode incorporar dados disponíveis na internet e nas redes sociais, além de informações sobre mobilidade terrestre, aérea e fluvial. A combinação dessas fontes permite identificar padrões que podem indicar o crescimento de casos e gerar alertas para apoiar decisões das autoridades de saúde.
O Aesop atua em três frentes complementares: vigilância sindrômica, coleta inteligente de amostras e mapeamento de possíveis rotas de disseminação. A primeira monitora bases de dados para identificar alterações nos padrões de ocorrência de doenças. Quando são detectados sinais anormais, o sistema pode orientar a coleta de amostras clínicas para análise por sequenciamento genético, contribuindo para a identificação de agentes infecciosos conhecidos e, eventualmente, de novos patógenos.
A terceira frente utiliza dados de mobilidade e modelos matemáticos para projetar possíveis caminhos de disseminação de um patógeno entre diferentes regiões. Essas informações podem apoiar o planejamento de medidas preventivas, a organização de equipes e leitos hospitalares e a distribuição de medicamentos e outros insumos.
Para facilitar o uso das informações, foi desenvolvida uma plataforma digital com recursos de visualização científica e painéis destinados a diferentes perfis de usuários. A interface permite acompanhar sinais de anomalia em escalas municipais, regionais, estaduais e nacionais, oferecendo tanto uma visão estratégica para gestores quanto ferramentas mais detalhadas para epidemiologistas e analistas.
O sistema já foi testado em escala real no Amazonas. Durante 11 semanas de operação, foram gerados 86 alertas antecipados. Em um dos episódios, a ferramenta identificou o aumento de casos de síndrome gripal três semanas antes da elevação dos registros, permitindo uma resposta mais rápida da vigilância local.
Inicialmente voltado ao monitoramento de doenças respiratórias, o Aesop também foi ampliado para acompanhar arboviroses, como dengue e zika, e está em desenvolvimento para a detecção de síndromes diarreicas. O projeto utiliza ainda métodos metagenômicos para aprimorar a identificação de agentes infecciosos e já colaborou na identificação de mais de 330 patógenos respiratórios.
Na Coppe, participam pesquisadores do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce), do Núcleo Avançado de Computação de Alto Desempenho (Nacad) e dos programas de Engenharia Biomédica e Engenharia de Produção. A equipe do Lamce contribuiu com atividades de modelagem, visualização científica e desenvolvimento do painel utilizado para apresentar os dados aos gestores de saúde.
Para o professor Luiz Landau, do Programa de Engenharia Civil da Coppe, a possibilidade de antecipar situações de aumento da demanda pode fazer diferença na organização da assistência à população. A iniciativa reúne instituições de pesquisa e órgãos públicos em torno do uso de dados e tecnologia para fortalecer a vigilância epidemiológica e a preparação do sistema de saúde diante de possíveis surtos.
Fonte: Coppe/UFRJ – Planeta Coppe

Como os jogos podem contribuir para a divulgação científica e o desenvolvimento de soluções tecnológicas? Essa foi uma das questões exploradas durante a 4ª edição do Clube de Jogos da Coppe/UFRJ, realizada em 24 de setembro, como parte da Semana Acadêmica e Cultural da instituição.
O encontro reuniu cerca de 20 jogos e simuladores, apresentando ao público diferentes aplicações da tecnologia em áreas como saúde, pesquisa de medicamentos e engenharia de defesa. Estudantes, pesquisadores e visitantes também participaram de oficinas de criação de jogos e game design, conhecendo possibilidades de unir conhecimento técnico, criatividade e aprendizagem.
Entre as experiências apresentadas, o jogo Mobilize! propôs aos participantes o desafio de identificar focos de dengue em uma cidade. Já o DiscoverX, desenvolvido pelo Laboratório de Ludologia, Engenharia e Simulação da Coppe (Ludes), em parceria com a Fiocruz, apresentou de forma interativa as etapas envolvidas na descoberta de novos medicamentos.
A programação também contou com uma experiência de realidade virtual baseada na plataforma Rota, desenvolvida pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia de Defesa (Ceped), do Programa de Engenharia de Produção. Na simulação, os participantes precisavam encontrar um ponto de apoio durante a evacuação de uma região, vivenciando um cenário que aproxima o público de desafios relacionados à engenharia e ao planejamento.
Organizada pelo doutorando Mateus Espanha, do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (PESC), a iniciativa destacou a colaboração entre diferentes laboratórios, unidades da UFRJ e projetos de extensão. A proposta é demonstrar como jogos e simuladores podem tornar temas complexos mais acessíveis, estimular a participação e criar ambientes de aprendizagem que conectam ciência e tecnologia ao cotidiano.
O Clube de Jogos é organizado pela Diretoria de Tecnologia e Inovação da Coppe, com apoio do InovaUFRJ, dos laboratórios Casulo, Ceped, Desis e Ludes, além dos projetos de extensão Eds Maker e LabEscola3D.
Fonte: Coppe/UFRJ
Como planejar uma logística urbana mais eficiente e sustentável em uma cidade com características tão diversas como o Rio de Janeiro? Essa é a questão central de uma proposta apresentada pelo professor Lino Marujo, que utiliza dados territoriais e técnicas de análise de dados para identificar regiões com características logísticas semelhantes e, a partir delas, pensar soluções mais adequadas para cada área da cidade.
A abordagem parte da ideia de que o território urbano não deve ser analisado como um espaço homogêneo. Para identificar diferentes perfis logísticos, são considerados fatores como população, concentração de atividades econômicas, infraestrutura logística, rede viária e aspectos regulatórios. A análise divide o território em células de aproximadamente 1 km² e utiliza métodos como a Análise de Componentes Principais (PCA) e o algoritmo K-Means para identificar grupos de áreas com características semelhantes.
A proposta que vem sendo estruturada para o Rio de Janeiro amplia essa análise ao incorporar dimensões relacionadas à sustentabilidade, meio ambiente, vulnerabilidade social, acessibilidade e resiliência urbana. Dessa forma, o objetivo é compreender não apenas onde estão os desafios logísticos, mas também quais características territoriais e socioeconômicas determinam diferentes necessidades e possibilidades de intervenção.
A identificação dos chamados clusters logísticos permite relacionar características de cada região às soluções que podem apresentar melhores resultados. Entre as alternativas que poderão ser investigadas estão a implantação de micro-hubs e sistemas de consolidação de cargas, a gestão de vagas e espaços para carga e descarga, a definição de janelas de entrega e o uso de ferramentas digitais para roteirização e gestão das operações.
A análise também considera possibilidades como a utilização de veículos de baixa emissão, novas estratégias para operações de última milha e medidas voltadas à melhoria da acessibilidade em áreas periféricas. Em regiões ambientalmente sensíveis, poderão ser avaliadas estratégias específicas que levem em conta as características e restrições locais.
Segundo a proposta, diferentes regiões podem exigir estratégias distintas, já que fatores como densidade populacional, atividades econômicas, infraestrutura e restrições territoriais variam ao longo da cidade. Nesse contexto, a utilização integrada de dados públicos, sistemas de informação geográfica (GIS) e métodos de análise multivariada pode contribuir para uma compreensão mais precisa da logística urbana.
Um dos objetivos da iniciativa é estruturar uma espécie de “Atlas da Logística Urbana Sustentável” para o Rio de Janeiro. A proposta, porém, vai além da elaboração de mapas: a intenção é desenvolver uma ferramenta de apoio à tomada de decisão capaz de relacionar características territoriais, alternativas de intervenção e indicadores de impacto.
A perspectiva apresentada pelo professor Lino Marujo aproxima logística, planejamento urbano, sustentabilidade e análise de dados, criando novas possibilidades para o desenvolvimento da chamada City Logistics. A expectativa é que esse tipo de abordagem contribua para identificar onde atuar, quais soluções podem ser consideradas em cada região e como avaliar os resultados das intervenções realizadas.
Fonte: LinkedIn – Lino Marujo
O Programa de Engenharia de Produção (PEP) da Coppe/UFRJ divulga o Edital da Seleção do Processo Seletivo para os cursos de Mestrado e Doutorado, conforme estabelecido no Edital nº 1110/2027.
Em breve, serão abertas as inscrições para os cursos de Mestrado e Doutorado do Programa de Engenharia de Produção. A oportunidade é voltada a candidatos interessados em desenvolver sua formação acadêmica e pesquisa nas diferentes linhas de atuação do programa.
Inscrições: 26/10/2026 a 15/11/2026
Acesse o Edital AQUI